Morre a jornalista Susana Naspolini, aos 49 anos

Repórter da TV Globo no Rio de Janeiro, a jornalista Susana Naspolini, de 49 anos, morreu nesta terça-feira, 25 de outubro. Ela lutava há dois anos contra um câncer na bacia, que já havia feito metástase, e estava em tratamento contra a doença. Ela estava internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, há mais de uma semana. A notícia foi dada pela filha dela, Julia, no Instagram da jornalista.

"Oi, amigos, Julia aqui. É com o coração doendo que venho contar pra vocês que a mamãe não está mais com a gente. Ela lutou muito, nossa guerreira! Agradeço muito pelas orações, muito mesmo, muito obrigada, mas infelizmente não deu", informou a jovem.

Na última sexta-feira, 21, Julia, de 16 anos, fez um apelo no perfil da mãe no Instagram pedindo orações, contando que o estado de saúde de Susana era gravíssimo.

"Acabei de conversar com o médico dela. Ele disse que o estado dela é muito, muito grave, gravíssimo. Ela estava com metástase no osso da bacia, tinha se espalhado pela medula óssea desde julho, então ela vem com uma quimioterapia mais forte, que foi o que a fez perder o cabelo. O câncer se espalhou por vários outros órgãos, o fígado está muito comprometido, eles dizem que não sabem mais o que fazer, se tem algo a mais para fazer. O estado dela é muito grave e eu não sei o que fazer. A única coisa que eu consigo pensar em fazer é pedir orações para você", falou a jovem.

No sábado, 22 de outubro, Julia, de 16 anos, voltou a pedir orações pela melhora da mãe no perfil do Instagram da jornalista. A jovem também alertou sobre um golpe: alguém estaria tentando se passar por um parente de Susana Naspolini dizendo que ela teria mudado de número de celular.

"Oi, gente. Minha mãe não mudou de número. Tem alguém se passando por ela, mas ela não mudou de número. Todos nós da família continuamos com o mesmo", frisou Julia. A jovem também falou do apoio dos fãs pediu: "Continuem rezando por ela. Por favor. Rezem a oração Maria Passa na Frente, por favor, pedindo a cura dela".

No domingo, Julia voltou a usar a conta da mãe no Instagram pedindo que os seguidores da jornalista rezassem a oração "Maria, passa na frente". Católica, Susana Naspolini fez seu último post em Aparecida, agradecendo a Nossa Senhora.

Numa das várias entrevistas que deu ao EXTRA, Susana, que sempre deixou clara sua alegria de viver — no Instagram, inclusive, sua "bio" diz: "Repórter da TV Globo, apaixonada pela vida e a minha FÉ é o que me faz seguir em frente!" —, refletiu sobre a morte.

— Deus não nos chama porque estamos com 90 anos, mas porque chegou a nossa hora. E Ele é tão sábio que a gente nasce sem saber qual é o nosso dia. Por isso, a gente tem que viver todo dia como se fosse o último. A maioria empurra o assunto morte para baixo do tapete. Mas ter consciência da morte não deve gerar medo, e sim gratidão por cada dia vivido. Além de uma vontade de sermos melhores como pessoas, para partirmos bem quando chegar a nossa vez. Vou encontrar meu pai, meu marido (o jornalista Maurício Torres, que morreu em 2014, aos 43 anos) — falou ela em setembro de 2021, em sua última entrevista ao EXTRA. Na época, ela lançava o livro "Terapia com Deus" e quatro meses antes havia perdido seu pai, Fúlvio. Segundo ela, a partida dele foi a maior dor que já sentiu, e justamente durante o processo de escrever o livro.

A jornalista foi autora de dois livros. Antes de "Terapia com Deus", de 2021, lançou "Eu escolho ser feliz", de 2019, uma autobiografia que enfatizava sua luta contra o câncer e o otimismo que ela dizia ser seu motor de superação para seguir em frente.

Susana foi casada com o narrador e apresentador esportivo Maurício Torres. Em maio de 2014, a jornalista sofreu a perda do marido, que morreu aos 43 anos de falência múltipla de órgãos decorrente de um quadro infeccioso. Juntos, os dois tiveram uma única filha, Julia, que hoje tem16 anos.

Ao longo de seus tratamentos, Susana sempre compartilhou o diagnóstico com os fãs e, muito religiosa, pedia por orações. Ela explicou em entrevista o motivo:

— Imediatamente quando posto, começa uma onda de energia. Isso dá força, dá um gás. Falar com as pessoas é uma forma de desmitificar a doença. Tudo que é compartilhado na vida fica melhor. Inclusive essas histórias. Porque, quando a gente conta, a gente está se ouvindo. Aprendemos com os outros e damos um sentido para os sofrimentos que passamos. Se o meu sofrimento servir pra ajudar alguém que está vivendo isso agora, eu já entendi por que passei por aquilo — afirmou ela.