COM 3º CORTE DE PREÇO EM 2 MESES, LITRO DO DIESEL PODE FICAR ABAIXO DE R$ 6,80

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, 19, uma redução de 5,7% no preço médio do litro do diesel vendido em suas refinarias

Diesel pode ter corte de preços - Foto: Agência Estado

Diesel pode ter corte de preços - Foto: Agência Estado

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (19) uma redução de 5,78% no preço médio do litro do diesel A vendido em suas refinarias. Com isso, o preço do combustível cai R$ 0,30 por litro, de R$ 5,19 para R$ 4,89 no atacado. Os novos preços valem a partir da terça-feira, 20, e devem provocar novas quedas nas bombas nas próximas semanas. Trata-se do terceiro corte de preços do diesel da gestão de Caio Paes de Andrade, iniciada no fim de junho. Antes do anúncio desta manhã de segunda (19), a Petrobras tinha divulgado uma redução de R$ 0,22 por litro em 11 de agosto, um desconto de 4% e, portanto, inferior ao atual.

O preço médio do diesel atualmente em Belo Horizonte é de R$ 7,05, segundo cálculo do site Mercado Mineiro divulgado há uma semana. Valor acima do preço médio da gasolina, que está em R$ 4,87. Já o preço médio do diesel em Minas (na semana entre 11/09 a 17/09/2022, segundo cálculos da ANP) é de R$ 6,98. A agência indica que o litro da gasolina custa, em média, R$ 4,93 no Estado no mesmo período de comparação. Se for repassado para a bomba dos postos o corte anunciado nesta segunda (19), de 5,7%, o preço médio do diesel cai para menos de R$ 7, podendo fica na casa de R$ 6,80.

Como de praxe nos recentes anúncios de redução de preços dos combustíveis, a Petrobras reitera que o movimento "acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel", e "é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio."

Essa redução do diesel pega o mercado de combustíveis de surpresa. Analistas e executivos esperavam novas reduções na gasolina, cujos preços internacionais têm mostrado quedas mais resilientes e menos volatilidade. No caso do diesel, a leitura era de que as oscilações das cotações internacionais do derivado e seu descolamento do preço do barril tornavam reduções nos preços domésticos "improváveis". Desde 19 de julho, a Petrobras já anunciou quatro reduções na gasolina e três no diesel, além de outros produtos vendidos nas refinarias da estatal, tais como gás de cozinha (GLP), gasolina e querosene de aviação e asfalto. (Com agências)