LULA ESCOLHE GERALDO ALCKMIN PARA COORDENAR A TRANSIÇÃO DE GOVERNO

Presidente eleito pode indicar até 50 nomes para fazer a interlocução com o atual governo

Sem entrar em detalhes sobre como seria o possível novo cálculo, o ex-governador de São Paulo argumentou que a medida "irriga o Brasil inteiro - Foto: HENRIQUE BARRETO/ESTADÃO CONTEÚDO - 6.4.2018

Sem entrar em detalhes sobre como seria o possível novo cálculo, o ex-governador de São Paulo argumentou que a medida "irriga o Brasil inteiro - Foto: HENRIQUE BARRETO/ESTADÃO CONTEÚDO - 6.4.2018

O vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) foi confirmado, nesta terça-feira (1), como o coordenador da equipe de transição de governo. O anúncio foi feito pela presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann, após uma reunião com a cúpula da campanha do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PL).

A transição de governo é regulamentada por lei. O presidente eleito pode indicar até 50 nomes para fazer a interlocução com a gestão que está a terminar. A equipe terá direito ao acesso a todo tipo de informações e dados sobre a administração federal, incluindo as contas do governo atual.

O grupo deve mesclar nomes técnicos de diferentes áreas com nomes do campo político, para fazer a ponte com membros do governo Jair Bolsonaro. Pelo lado do atual governo, o nome mais cotado para chefiar a transição é o ex-ministro Walter Braga Netto.

O vice-presidente Hamilton Mourão, senador eleito, já telefonou para Alckmin e o convidou para visitar o Palácio do Jaburu, a residência oficial da vice-presidência da República.

Os trabalhos da transição de governo devem acontecer no prédio do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, a pouco mais de 2 quilômetros do Palácio do Planalto.