PREÇO DOS REMÉDIOS PODE SUBIR ATÉ 7% EM ABRIL E FARMÁCIAS AVISAM CLIENTES

C√Ęmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) prepara reajuste anual da tabelo de preços

Ilustração

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Consumidores podem se preparar para pagar mais caro por medicamentos a partir de abril, quando o reajuste anual da tabela de preços da C√Ęmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) começa a valer. Todos os anos, o órgão, que é vinculado à Ag√™ncia Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria (Anvisa), determina qual é o aumento m√°ximo de cerca de 13 mil produtos entre o final de março e o in√≠cio de abril. Para este ano, a alta deve ser de 5,6%, estima a Sindicato da Ind√ļstria de Produtos Farmac√™uticos (Sindusfarma).

O aumento, que ainda não foi divulgado oficialmente, pode ser maior e chegar a 7%, avalia o primeiro vice-presidente Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmac√™uticos de Minas Gerais (Sincofarma), Rony Anderson. Ele afirma que, em preparação para o reajuste que deve começar na próxima semana, algumas farm√°cias de Belo Horizonte estão afixando avisos sobre o aumento para os clientes. "Assim, os clientes podem fazer estoque daqueles de uso cont√≠nuo e evitar o aumento", pontua.

Embora o preço m√°ximo dos remédios seja tabelado pela CMED, as farm√°cias podem conter as altas ou realizar promoções para baixar o preço, lembra Anderson, por isso o consumidor ainda poder√° encontrar medicamentos sem reajuste nas próximas semanas.

O c√°lculo anual do reajuste leva em conta o √≠ndice oficial da inflação do pa√≠s (IPCA), descontando a taxa de produtividade da ind√ļstria farmac√™utica e somando custos não captados pelo IPCA, como a variação de preço de insumos. A conta inclui, ainda, o chamado "fator Z", que avalia sutilezas do mercado, como concentração e competitividade. Em 2022, a alta foi quase o dobro do que é previsto para 2023 e chegou a 10,89%.