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Por Leo Dias

25/03/2020 18:49:28 atualizado há 3 meses,

Danilo Borges Divulgação

A pedido da cantora Ludmilla, seu empresário, Alexandre Baptestini, se reuniu na manhã desta quarta-feira (25) no escritório que gerencia sua carreira, na Barra da Tijuca, no Rio, com os produtores de seus shows. A cantora pediu para que cachês referentes a dez apresentações fossem adiantados aos músicos para que eles não passem nenhum tipo de dificuldade financeira neste período sem shows por conta da pandemia do Coronavírus. "O escritório vai adiantar para gente 10 cachês, 5 referentes a março e 5 referentes a abril. Se no final de abril não houver nenhuma perspectiva de volta, a gente senta e negocia novamente. Isso pelo menos dá uma boa ajuda para gente. Até segunda-feira a gente deve receber esse valor", disse um produtor da cantora identificado como Douglas Oliveira. 

Essa é a primeira iniciativa no mundo do funk num momento que os escritórios não sabem o que fazer com seus funcionários e, principalmente com colaboradores sem carteira assinada. Ontem, a Coluna do Leo Dias conversou com Kamilla Fialho, responsável pela agenda de funkeiros como Kevin O Chris, e a empresária disse ser um momento de 'adaptação', sem apresentar ainda soluções a curto prazo. " Tudo isso está sendo um grande desafio não só para nós do mercado musical, mas para todos os empreendedores.É inegável que precisamos reavaliar custos e nos readaptar a esta nova realidade, por conta disso estamos aprimorando um projeto que sempre existiu de consultoria para artistas, empresários e produtores do presencial para o online: neste modelo eu desenho o mapa e aponto o caminho", disse. Kamilla completa: "o funk tem a vantagem de ser música eletrônica e por isso conseguimos produzir com mais facilidade e velocidade. E, da mesma forma que os sertanejos faturam mais, com certeza gastam mais, reorganizar tudo isso sem um prazo para acabar é bem complicado. Todo mundo está sofrendo reflexos semelhantes."